Economía marxista para el Siglo XXI

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Crédito, Crise e o Fetichismo do Dinheiro

FETICHEO sistema capitalista consegue operar distintas formas de riqueza em diferentes níveis de abstração. A riqueza é produzida e circulada concomitantemente em diferentes camadas de representação. A primeira é a da produção do valor pelo trabalho vivo humano. A segunda a da circulação do dinheiro. A terceira a da circulação do crédito. E por fim a circulação do capital fictício. O sistema assim funciona através de representações de representações de valores. A base é sempre fornecida pelo trabalho direto humano, mas a existência de tantas camadas mediadoras acaba por apagar os laços que conectam formas superiores de representação em relação ao que de fato representam. Esta aparente desconexão entre as representações do valor e o valor criado pelo trabalho vivo é o que Marx chama de fetichismo. A história do capitalismo, incluindo a crise atual nos países ricos, nos revela como o dinheiro e o crédito ora funcionam como propulsores da produção e ora como formas de riqueza que momentaneamente se descolam do valor gerado através do trabalho. A crise financeira nada mais é do que o ajuste interno do sistema para que as representações da riqueza se realinhem com a produção de valor.

A ideia de que o modo capitalista de produzir riqueza opera através de representações de representações de valor já foi analisada anteriormente por Leda Paulani (aqui e aqui) e Rodrigo Teixeira (aqui e aqui) através do conceito de autonomização. Agora David Harvey também embarca nesta empreitada, ainda que não use propriamente o conceito de autonomização. Confira o vídeo abaixo, gravado em janeiro de 2012 com o título de “Swindlers and Prophets: Facts, Fictions and Fetishisms” e produzido pela BioEcon Media.

Fuente: http://marx21.com/2013/02/24/credito-crise-e-o-fetichismo-do-dinheiro/#more-5942

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