Economía marxista para el Siglo XXI

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O capital [Livro II]

Crítica da economia política. Livro II: O processo de circulação do capital

Karl Marx

Coleção Marx e Engels

“A relação de capital durante o processo de produção só surge porque ela já existe, em si mesma, no ato de circulação…”
autorKarl Marx prefácio Michael Heinrich orelha Ricardo Antunes tradução Rubens Enderle
ano de publicação 2014 isbn 978-85-7559-390-5

Clássico originalmente publicado em 1885 na Alemanha, o volume é peça imprescindível para a compreensão plena do Livro I d’O capital e trata de forma abrangente do processo de circulação do capital, desde o consumo até a distribuição. Um dos pontos importantes examinados por Marx é a relação entre o tempo de produção e o tempo de circulação para a realização plena do mais-valor já criado. A edição ganha no Brasil textos adicionais inéditos selecionados por Rubens Enderle, especialista na obra de Marx e também responsável pela tradução da obra diretamente do alemão.

A edição da Boitempo é a primeira no mundo a basear-se no conjunto publicado recentemente pela MEGA-2 (Marx-Engels- Gesamtausgabe), instituição detentora e curadora dos manuscritos de Karl Marx e Friedrich Engels, considerada por estudiosos a edição definitiva d’O capital de Marx. Esses documentos, que nunca haviam sido traduzidos para o português, permitiram a reconstrução dos manuscritos em sua totalidade.

Além disso, o Livro II recebe o acréscimo de treze textos originais de Marx descartados por Engels em sua edição da obra. Os excertos compõem o apêndice da edição brasileira e dão um panorama único e nunca antes visto dos rascunhos iniciais de Marx, mostrando os seus primeiros passos para desenvolver conceitos-chave de sua teoria, como esquemas e processo de reprodução. Com a nova edição, o leitor tem a chance de debater a teoria marxiana a partir das impressões do próprio autor.

A edição da Boitempo indica as intervenções feitas por Engels na estrutura da obra – ou seja, na organização dos temas, na divisão das seções, dos capítulos (e subcapítulos) e nos títulos a eles eventualmente conferidos. O volume traz ainda um prefácio à edição brasileira, assinado pelo cientista político alemão Michael Heinrich, professor de economia na Universidade de Ciências Aplicadas, em Berlim, e colaborador na MEGA-2.

Em seu texto, Heinrich desmitifica a má fama do Livro II – a parte mais subestimada de O capital –, considerado uma leitura bastante árida sobre as formas cíclicas e os movimentos de rotação do capital. O Livro I é considerado uma obra prima, do ponto de vista tanto do conteúdo como do estilo; o Livro III aborda as relações concretas – lucro e crise, crédito e capital acionário – que determinam o cotidiano capitalista. E o Livro II? “Na realidade, esse volume tem uma enorme importância para a compreensão da crítica econômica marxiana – e por duas razões totalmente distintas: a primeira diz respeito à matéria nele tratada; a segunda, à posição que os manuscritos desse volume ocupam no processo de formação da obra magna de Marx. Sua importância está sobretudo em apresentar o capital como unidade dos processos de circulação e de produção”, afirma ele.

O professor de sociologia da Unicamp Ricardo Antunes defende que o Livro II de O capital oferece pistas para se compreender e atualizar a teoria do valor-trabalho, presente em fenômenos contemporâneos, como o papel predominante das tecnologias de informação, dos novos serviços e da produção imaterial. “Ao contrário do fim do valor, tão alardeado há décadas, o que o mundo produtivo vem presenciando é a expansão sem limites de novas formas geradoras do valor, ainda que sob a aparência do não-valor”, enfatiza Antunes.

O Livro II de O capital, será seguido pela publicação do Livro III, que trata do processo global de produção do capital, previsto para 2015.

Michael Heinrich, Marx’s law and crisis theory

LFTRP

May 19, 2013

Michael Roberts

Michael Heinrich is an exponent of what is known as the ‘New German Reading of Marx’, which interprets the theory of value that Marx presents in Capital as a socially specific theory of ‘impersonal social domination’. He is a collaborator on the MEGA edition of Marx and Engel’s complete works and has published several philological studies of Capital. He has also authored a work on Marx’s theory of value, The Science of Value, which is forthcoming in the Historical Materialism book series. And recently he has published An Introduction to all Three Volumes of Capital as his first full-length work to appear in English.

I am not going to do a critique of Heinrich’s views on the theory of value, as this has been done by Guglielmo Carchedi in his book, Behind the Crisis (see chapter 2). But I am moved to respond to a recent article of Heinrich’s in the American Monthly Review, entitled Crisis theory, the law of the tendency of the rate of profit to fall and Marx’s studies in the 1870s (monthlyreview.org-Crisis_Theory_the_Law_of_the_Tendency_of_the_Profit_Rate_to_Fall_and_Marxs_Studies_in_the_1870s__Mont).

In this article, Heinrich makes the following points: 1) Marx’s law is inconsistent because its categories are indeterminate; 2) it is empirically unproven and even unjustifiable on any measure of verification; 3) Engels badly edited Marx’s works to distort his view on the law in Capital Vol 3; 4) Marx himself in his later works of the 1870s began to have doubts about the law as the cause of crises and started to abandon it in favour of some theory that took into account credit, interest rates and the problem of realisation (similar to Keynesian theory); 5) Marx died before he could present these revisions of his crisis theory, so there is no coherent Marxist theory of crisis. (más…)

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